Artigo - Constelação Familiar Sistemica
A Constelação nos ajuda com as relações traumáticas e com os conflitos do dia a dia, porque nos faz entender qual é a nossa parte em cada uma dessas situações para que possamos fazer correções em nós mesmos.
Em poucas palavras, Constelação Familiar é: A consciência da alma familiar. A constelação traz consciência e um novo olhar para as relações. É cortina que se abre para que possamos enxergar o que sempre esteve ali, mas não estavámos conseguindo ver com clareza. Quando nos rendemos ao que somos é que se dá a transformação.
A constelação é como um mapa que nos permite acessar a linguagem do coração; ela não está só na cabeça e não pode ser entendida pelo intelecto: ela é sentida e vivida internamente, é capaz de mudar o coração das pessoas.
Todo sistema familiar é percebido de uma forma única, inclusive por cada integrante da família. Cada um de nós deve cumprir a sua função em relação ao outro para o bom funcionamento do todo.
A Constelação Familiar abre a possibilidade de olhar para aquilo que antes você sequer enxergava. Isso porque enxergamos a situação familiar - seja ela qual for - como ela realmente é, e o comportamento que deve ser ajustado para que tenhamos a harmonia que tanto desejamos. Após tomar consciência da situação, você usa seu livre-arbitrio e decide qual a atitude mais adequada para o momento.
Bert Hellinger diz que cada tragédia familiar descansa sobre a transgressão das leis que regem um sistema. Todos trazem características herdadas de seus antepassados, não só as características físicas, mas todos os padrões que podem estar contidos nas famílias. E é esse tipo de padrão que podemos observar nas Constelação Familiar quando entendemos as leis que regem os sistemas familiares.
Na Constelação Sistêmica, consideramos que os problemas não se resolvem e sim se dissolvem, abrindo possibilidades para novas soluções e muitas das dificuldades surgem por causa de confusões nos sistemas familiares. A origem dos conflitos familiares nem sempre está explícita e muitas vezes descumprimos mais de uma lei quando temos determinado conflito.
As leis que regem as relações humanas são:
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Ordem e Hierarquia: quem chega primeiro tem prioridade. Existe uma força da ordem de chegada e competência, quando o lugar de cada um do sistema é respeitado, a vida pode fluir e seguir plenamente.
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Pertencimento: Todos têm direito de pertencer a uma família. Quando é desonrado o pertencimento, a consequência é a desarmonia do sistema.
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Equilíbrio: É necessário dar e tomar (ou devolver) e isso é válido para todos os relacionamentos. Receber é um ato passivo, tomar é apoderar-se, no sentido de conscientemente assumir a responsabilidade por aquilo que lhe foi dado.
A Constelação Familiar baseia-se no pensamento sistêmico, onde as coisas são muito mais amplas do que se enxerga circunstancialmente.
Essa abordagem que observa e percebe o fenômeno que se dá em determinado sistema familiar específico, olhando para isso sem julgamento e interferências, chamamos de Fenomenologia Sistêmica. O modo isento de posicionar esses elementos, observar suas relações, entender e desvendar as estruturas e realizar as intervenções necessárias chamamos de Constelação Familiar.
O campo Mórfico:
Existe uma ciência por trás do pensamento sistêmico. É um fenômeno que gera transmissão de informações a distância, entre seres da mesma espécie, não sendo necessário aparelho algum para a condução da informação, que é levada ultrapassando obstáculos, e que pode acontecer em diferentes intervalos de tempo, tecnicamente chamamos a isso de ressonância mórfica.
Quem teorizou isso foi o biólogo Rupert Sheldrake. Ele percebeu que existem muitos campos porque existem muitos padrões na natureza. Os campos Morfogenéticos levam informações que influenciam os sistemas. Cada sistema tem sua organização e padrão próprio; cada sistema tem sua estrutura e se organiza sozinha.
A causa das formas é a influência de campos organizacionais, que Rupert chama de campo mórfico.
Muitas pessoas dizem não acreditar que seja possível existir ajuste sistêmico que possa trazer consequência na vida do outro. A verdade é que o campo Morfoenergético prova que não existe “acreditar” ou não. É um fenômeno observável nas estruturas familiares.
Há uma espécie de memória integrada nos campos mórficos de cada coisa organizada. Da mesma forma existe essa memória em cada família.
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